Zoo São Braz recebe irmãos filhotes de jaguatirica e lança campanha para escolha de nomes e padrinhos; veja como participar

Zoo São Braz recebe irmãos filhotes de jaguatirica e lança campanha para escolha de nomes e padrinhos; veja como participar

Fotos: Vinicius Becker (Diário)

A jaguatirica (Leopardus pardalis) é um felino de porte médio, considerada a terceira maior espécie das Américas. Na foto, a fêmea acompanha atenta tudo o que acontece ao redor do recinto.

Ela observa tudo com atenção e se aproxima com curiosidade. Já ele prefere manter distância, é mais quieto, ainda se acostumando ao novo ambiente. Os dois irmãos de jaguatirica recém-chegados ao Zoo São Braz, em Santa Maria, começam a escrever uma nova história por aqui e convidam a comunidade a participar dela, com a missão de escolher os nomes dos felinos e ajudar a encontrar padrinhos para manter o espaço onde vivem.

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Os filhotes chegaram ao local no dia 26 de março, vindos do Gramado Zoo. Segundo o diretor do espaço, Santos Braz, a transferência foi feita porque lá havia mais animais do que o local comporta, já que o zoo tem conseguido avançar na reprodução da espécie, considerada ameaçada.

Santos Braz é diretor do Zoo Foto: Vinicius Becker (Diário)

A fêmea tem pouco mais de um ano e o macho, cerca de nove meses. Ainda em fase de adaptação, os dois apresentam comportamentos distintos. De acordo com Braz, a fêmea é mais dócil e já acostumada com o contato humano, por ter sido criada próxima aos tratadores. Já o macho é mais tímido, mas a tendência é que, com o tempo, também se torne mais ativo no novo ambiente.

— Ela tem mais intimidade com as pessoas. Já ele ainda está se adaptando, é mais arredio, mas isso é natural dessa troca de ambiente. Mas com certeza logo ele vai estar tão esperto quanto a irmã dele — diz Braz.

Mais tímido, o macho prefere observar à distância enquanto se adapta ao novo ambiente.Foto: Vinicius Becker (Diário)

A chegada dos irmãos também marca um novo momento para o zoo, que estava sem representantes da espécie. A gerente administrativa, Silvia Machado, destaca a importância desse retorno.

— Nós já tivemos uma jaguatirica que viveu por mais de 15 anos conosco no zoológico, mas que infelizmente morreu de velinha em 2025, e agora tivemos a felicidade de receber esses filhotes. Estamos muito felizes — afirma Silvia.

De hábitos predominantemente noturnos e crepusculares, costuma ser mais ativa ao amanhecer e ao entardecer. Quando a reportagem chegou no Zoo, a fêmea descansava no recinto.Foto: Vinicius Becker (Diário)

Campanha vai escolher os nomes dos filhotes

Criadouro São Braz busca parceiros na comunidade para manter filhotes que chegaram no local. Na foto, o filhote macho, que ainda está em fase de adaptação.Foto: Vinicus Becker (Diário)

Além de conhecer os novos moradores, a comunidade também pode participar da escolha dos nomes dos irmãos. No Zoo São Braz, os colaboradores sugeriram e votaram até chegar às opções finais: Tirico e Teodora. Já na redação do Diário, que também foi convidada a participar da campanha, as sugestões escolhidas foram Sandy e Junior, em referência à antiga dupla de irmãos cantores.

A votação será aberta ao público no perfil do zoo no Instagram (@zoosaobraz) neste sábado (18). Para participar, basta acessar o post publicado no feed a partir das 12h e votar nos comentários.

Irmãos buscam por padrinhos

No Zoo São Braz, os filhotes seguem uma dieta controlada, baseada em diferentes tipos de carne e acompanhada por uma rotina alimentar específica.Foto: Vinicius Becker (Diário)

Além da escolha dos nomes, os filhotes também fazem parte de outra iniciativa: a busca por padrinhos para o recinto onde vivem. A ação integra a campanha “Adote um Amigo”, que permite que pessoas ou empresas contribuam com a manutenção dos animais. Segundo Braz, o projeto é essencial para o funcionamento do local, que não conta com recursos públicos.

— A gente depende da sociedade para se manter. Cada animal tem sua particularidade, inclusive na alimentação, e isso define o valor de contribuição. Hoje, cerca de 60% dos animais já têm padrinhos, e essas jaguatiricas estão em busca de alguém que ajude nesse cuidado — explica.

Os interessados podem apadrinhar os dois animais juntos ou separadamente. Para mais informações, o contato pode ser feito diretamente com Silvia Braz pelo telefone (55) 9138-0000.


Conheça a jaguatirica
Leopardus pardalis

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Pelagem

A jaguatirica tem pelagem amarelada com manchas pretas em rosetas abertas e alongadas, que podem se unir e formar listras no pescoço e no dorso. Esse padrão funciona como camuflagem, permitindo que o animal se misture à vegetação densa, o que facilita a caça por emboscada e a proteção contra predadores.

Hábitos
É um felino de hábitos noturnos e crepusculares, mais ativo à noite, ao amanhecer e ao entardecer. Durante o dia, permanece escondido em ocos de árvores ou entre arbustos, estratégia que aumenta as chances de sucesso na caça.

Alimentação 
Carnívora e adaptável, a jaguatirica se alimenta de pequenos mamíferos, aves, répteis, além de peixes e caranguejos. Costuma caçar com discrição, caminhando lentamente ou aguardando em locais estratégicos antes de atacar.

Locomoção
É uma excelente escaladora e nadadora. Usa essas habilidades para fugir de ameaças, descansar em árvores, caçar presas arborícolas e atravessar rios ou áreas alagadas.

Comportamento
Tem hábitos solitários e territoriais. Os encontros ocorrem basicamente no período reprodutivo. A marcação de território acontece por meio de urina e arranhões em árvores, o que ajuda a evitar disputas.

Porte
É considerada o terceiro maior felino do Brasil, atrás apenas da onça-pintada e da onça-parda. Os machos são maiores e podem pesar entre 7 e 16 quilos.

Origem do nome
O nome “jaguatirica” vem do tupi-guarani, da junção de “îagûara” (onça) e “tyryka” (afastamento ou fuga), podendo ser interpretado como “onça que se afasta”, em referência ao comportamento discreto da espécie.

Visite, contribua e ajude a manter trabalho do São Braz vivo

Atualmente, cerca de 400 animais vivem no espaço. Foto: Vinicius becker (Diário)

Em funcionamento desde 1996, o Zoo São Braz recebe animais vindos de situações como tráfico, maus-tratos, atropelamentos e apreensões realizadas por órgãos ambientais, como o 2º Batalhão Ambiental da Brigada Militar.

Ao longo dos anos, o espaço passou a depender diretamente do apoio da comunidade para se manter. A adoção de recintos, doações de empresas e o valor arrecadado com ingressos ajudam a manter a estrutura e cuidados dos mais de 400 animais que vivem lá.

O local, que completou 30 anos no ano passado, segue aberto à visitação e também recebe escolas mediante agendamento.

— É um chamamento para que a sociedade venha conhecer e contribuir. A gente se mantém com esse apoio — reforça Braz.

Serviço

O Zoo é aberto para visitas todos os dias e está localizado na localidade de Passo da Ferreira, no distrito de Boca do Monte. Durante a semana, o horário é das 9h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Aos fins de semana, o funcionamento ocorre das 8h às 12h e das 13h30min às 18h.

O ingresso custa R$ 30 para adultos e R$ 25 para crianças de 4 a 12 anos.

As visitas guiadas podem ser realizadas com grupos de 10 a 250 pessoas, com valores diferenciados, mediante agendamento pelo telefone (55) 99683-5811.

O urso-pardo Charles vive no Zoo São Braz desde 2009, quando chegou ao local aos 10 anos, após uma vida inteira em cativeiro. Hoje, o animal ocupa um espaço mais amplo e adaptado às suas necessidades.Foto: Vinicuus Becker (Diário)

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